domingo, 25 de março de 2012

Fechamento do casco, indo em frente!!!

Neste sábado continuamos o trabalho de fechamento do casco. A operação consiste em colar e parafusar as ripas de angelim nas cavernas. O ritmo do trabalho não é muito rápido, pois a necessidade colocar massa de epóxi na face da caverna e resina na fresta das ripas demanda um certo tempo, além da rotina de manuseio da resina e acelerador. Mas estamos avançando, o importante é isso. Cada etapa cumprida vem com a certeza, que o lançamento do Paraty Azimute às águas do Atlântico está mais próximo.

Neste final de semana contei com a valiosa parceria da minha querida Lu!









Veja mais sobre a construção no site:
https://sites.google.com/site/paratyazimute/



segunda-feira, 12 de março de 2012

Fechamento do casco, avançando

No texto anterior, fui meio reclamão, em parte por não ter alguém fixo pra me ajudar na construção e também pela  lembrança da minha saudosa mamãe, naquela história do livro. Mas como eu disse naquele texto, que bastava eu me acalmar que as soluções sempre aparecem. Pois bem consegui contratar um rapaz para trabalhar 3 vezes por semana, a noite.
No sábado tive a ajuda de um amigo, o Roberto Hipólito. trabalhamos das 14h até perto de 20 horas e o trabalhou rendeu muito.
Praticamente fechamos um bordo, faltando apenas uma tábua especial, que será cortada pelo Sr.João.
Vamos em frente, pois navegar é preciso!

Roberto Hipólito: uma grande ajuda, na tarde chuvosa do sábado.

Aplicando resina epoxi na fresta do encaixe da tábua (veja mais detalhes no vídeo).







Vídeo


Veja mais sobre a construção no site:


quinta-feira, 1 de março de 2012

Maria-mole

Recentemente terminei a leitura de um livro do Amyr Klink, o Paratii – Entre dois Pólos, para quem não conhece o livro trata de uma grande aventura deste intrépido velejador, que por opção teve seu veleiro preso no gelo no rigoroso inverno antártico. Este livro, junto com outro do mesmo autor, foi um presente de uma grande amiga, a Virginia Chirchia. O outro livro, Mar sem Fim, narra uma aventura posterior do Amir, a circunavegação do continente antártico. Não sei por qual motivo optei por ler o segundo livro primeiramente. Depois de anos ancorado na minha prateleira voltei meus olhos para o Paratii. 
Ler sobre a história de um homem, vivendo só, em um lugar inóspito, podendo contar apenas com suas forças para dar conta de todos os problemas, se tornou uma grande motivação na minha tarefa, de construir o meu barco. Em muitos momentos me sinto um navegador solitário nesta empreitada. As vezes fazendo uma tarefa me aborreço, pois se tivesse alguém me ajudando seria mais fácil. Paro, respiro e logo a solução aparece. Isso eu aprendi com minhas próprias experiências de construtor amador de primeira viagem.
No livro do Amir eu aprendi, que nunca estamos sozinhos. Em determinadas situações, por mais solitários que possamos nos sentir, ali chegamos porque outras pessoas contribuíram para isso.
O Paratii trouxe outra surpresa. Logo quando abri o livro encontrei uma folha solta. Era a folha de um calendário, destes de parede.  O mês era janeiro de 2010. No verso havia uma receita de maria-mole, manuscrita.  A letra era da minha mãe. Não tenho idéia como aquele papel foi parar lá. Acabou virando marcador do livro, de alguma forma minha mãe esteve ao meu lado.