segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Segundo aniversário

Amanhã, 13/12, fazem dois anos que coloquei mão as obras na construção do meu barco. A primeira tarefa foi cortar em pedaços as vigas de garapeira, para construir as cavernas. Eu gostaria de ter avançado mais, mas cheguei onde foi possível. Tive momentos de fluxo continuo de trabalho, mas há os contratempos. A perda da minha mãe foi um baque duríssimo, ainda mais nas condições que foi (prostrada numa cama por três meses até sua morte). Retomar a vida foi necessário e encontrei na construção do Paraty Azimute um grande alento para a dor da perda. Mas não me queixo, chegar onde eu cheguei me fez feliz, principalmente porque tive ajuda valorosa de alguns bons amigos.
Estes amigos ajudaram das mais diversas maneiras, uns colocaram mão na massa comigo, outros incentivaram ou simplesmente ficaram felizes por eu estar realizando meu sonho. Cada um a sua maneira contribuiu pra ajudar nesta tarefa, que não é brincadeira não, mas é empolgante.
E para comemorar o segundo aniversário do Paraty Azimute, convidei estes amigos para um churrasco, no sábado 3, no local da construção. Foi uma tarde agradabilíssima.


Da esquerda para a direita Sr. João, Dona Vera, eu de camisa preta, o Reginaldo "pirata", minha amada Lurdinha,  Isabel, Dário Arruda e o Rafael.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um novo site para comprar e vender barcos

Foi lançado recentemente o mais novo site de classificados, do setor náutico do Brasil. O Barcos a Venda. O site funciona com anúncios gratuitos e promocionais e desenvolve conteúdo segmentado.
Além de anúncios de compra e venda de barcos, o site também disponibiliza anúncios para fornecedores de produtos náuticos e prestadores de serviço.
Confira: www.barcosavenda.com

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Meu barco na Revista Náutica

Pelo menos a história dele, que foi contada por mim na coluna Porto Livre da revista, edição de outubro de 2011. O texto original era um pouco mais extenso, mas a versão condensada publicada ficou muito boa. O convite para eu escrever o texto partiu do editor da revista Náutica, Jorge de Sousa, depois de um e-mail que enviei para redação. No site da revista há um convite permanente para que leitores, que desejem, colaborem com a revista e foi assim que meu texto foi estampado na Revista Náutica.
A seguir a integra do meu texto:

Os sonhos não envelhecem!
por José Luiz Borriero

Era meados da década de 60, num domingo de sol, partimos para um dia de lazer. O destino era a Praia Azul, na época um badalado balneário na cidade de Americana, SP. A família era grande: avós, pai, mãe, irmãos, tios e um monte de primos. Meu tio Arnaldo há pouco tinha adquirido uma Kombi, que se tornou a alegria da família. Naquele dia ela partiu de Jundiaí lotada de crianças, ansiosas, para a diversão no balneário. Apesar de ser uma represa eu nunca tinha encontrado extensão de água tão vasta.
Meus primos e eu nos divertimos muito, estávamos encantados com o lugar, mas naquele dia eu ainda teria uma experiência, que me marcaria por toda vida. Estávamos fazendo um lanche, quando minha avó chamou nossa atenção, para uma dúzia de barquinhos brancos, que deslizavam pela água, impulsionados pelo vento. Naquele dia assisti pela primeira vez uma regata. Naquele momento me apaixonei pela vela, apesar de eu ter na época cerca de 8 anos de idade, lembro-me com muita clareza dos fatos daquele dia.
Já adolescente sempre, que podia, comprava revistas, que tratavam do tema, e desde aquela época, havia decidido que eu teria meu próprio barco. Mas esta tarefa mostrou-se muito difícil. Para um filho de um pedreiro e uma tecelã, adquirir um barco era na verdade um missão impossível. Ah! mas eu tinha a saída: ia construir eu mesmo meu barco. Nada mais excitante para um jovem, construir seu barco e sair velejando pelo mundo! Porém a realidade mostrou-se mais distante do sonho. Eu tinha pouca informação e os recurso eram menores ainda. Por onde começar, onde eu encontraria um projeto que eu pudesse pagar? As perguntas eram muito mais numerosas que as respostas.  Ai teve carreira, crise econômica, desemprego, casamento, ufa! Então o sonho virou utopia.
Na verdade por duas décadas o projeto de construir o barco ficou meio que engavetado, mas nunca esquecido. Eu sabia onde estava e o que significava para mim. Felizmente bons ventos voltaram a soprar  e eu pude novamente voltar a sonhar.  Há dez anos comprei um barquinho usado de 10 pés. Caprichei na reforma e de vez em quando,  aproveito os ventos da Serra da Mantiqueira, que sopram sobre a represa do Jaguarí, na cidade de Vargem, SP. Muito bom, mas muito distante do projeto inicial. Depois da compra do barquinho resolvi colocar o projeto novamente na ordem do dia. Mudanças, claro, fizeram-se necessárias, porém a idéia de eu mesmo construir meu barco não abri mão.
Então me coloquei novamente a pesquisar. Só que agora tinha uma nova aliada: a internet. Informações sobre projeto, materiais, técnicas de construção e principalmente pessoas, um mundo amplificado de idéias e conhecimento. Sempre que podia estava ali pesquisando. Por anos fiquei assim, até que um dia percebi que tinha um grande acervo de arquivos armazenados no computador, muita informação mesmo, mas era só isso. Decidi que era hora de parar de sonhar e colocar mãos a obra. No inicio de 2009 elaborei um planejamento, na verdade tracei algumas metas. Aquele ano seria dedicado a definição do projeto. Sempre achei que eu mesmo faria o projeto. Apesar de ter certo conhecimento de mecânica e desenho técnico percebi que seria um pouco arriscado confiar apenas na minha bagagem teórica autodidata. Resolvi comprar um projeto.
Na internet não é muito dificil encontrar projetos, porém como disse acima fiz algumas mudanças nos meus planos, ou melhor no tipo de embarcação que desejava construir. Vislumbrando a apoentadoria no horizonte saiu a vela entrou o motor. Me decididi por construir um power catamarã de 40 pés, que me servirá de moradia e trabalho também, pois pretendo tabalhar com turismo, fazendo passeios em Paraty e região. Os sites que vendem projetos nao tinham o que eu procurava. A saída foi encomendar um. Foi aí que conheci o Mário Stipanich, filho e neto de donos de estaleiros na baixada santista. Sua especialidade é o desenvolvimento de projetos para construção amadora.
Em setembro de 2009 recebi o projeto. Agora não tinha mais volta, adiquiri ferramentas e no dia 13 de dezembro cortei a primeira peça de madeira. Confesso que foi um misto de emoção e frio na espinha, afinal é uma empreitada e tanto para um jovem de 53 anos. Mas  o tempo foi passando e um ano depois posso dizer que esta será umas das mais importantes experiências da minha vida. Eu gostaria de ter concluído a estrutura do casco de boreste este ano, mas não será possível. Estou construindo o cadaste (peça da popa) e falta ainda a roda de proa, mas as cavernas na parte reta da quilha já estão assentadas. Estes 12 meses de trabalho foram um grande aprendizado e sei que aprenderei muito mais ainda. No final disso tudo terei um barco e uma lição de vida, que já elevou muito minha auto-estima.


nota: o texto foi escrito em dezembro de 2010.

Furo do cadaste concluído


Finalmente o furo do cadaste está pronto. Foi uma grande tarefa e um grande aprendizado. Acredito que a segunda peça será mais fácil, agora que as ferramentas estão feitas e já sabemos os caminhos das pedras. Agora o próximo passo é fixar as cavernas no cadaste e partir para o fechamento do casco. Preciso voltar no lugar as cavernas de proa que tirei para resinar.






Veja todas as fotos da série, click na miniatura acima.

Veja mais sobre a construção no site:
https://sites.google.com/site/paratyazimute/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Furo do cadaste com 45mm

Alargar o furo do cadaste foi de longe a tarefa mais complexa que realizei na construção até o momento. Tive que usar a criatividade e da ajuda de vários amigos para chegar até aqui. Felizmente o resultado produzido foi o esperado.
O furo do Cadaste esta com 45mm a apenas 5 mm da medida do projeto com mais dois passes da fresa concluo esta tarefa. Tarefa esta que contei com a valiosa ajuda do Sr João, e com a dica valiosa da porca cônica (veja o post anterior), do meu amigo Walnei.
 Na semana passada alguns amigos me visitaram na construção, o Rildo Monteiro, Luiz Cassino e o Reginaldo Bertolotti. Na outra semana eu tinha recebido de outro amigo, o Dário Arruda, que chegou no estaleiro com duas taças e uma garrafa de vinho especialíssimo. O trabalho foi interrompido, mas foi por uma boa causa.


Furo do cadaste chegando a 45mm.

No final do furo de 25 mm, que já existia foi instalado um calço de
prolongamento, para permitir
que o furo do cadaste fosse feito na totalidade.

Assista os vídeos, deste e do post anterior, há informações complementares.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Alargando o furo do cadaste


O final do ano vai chegando e as coisas vão ficando mais complicadas. Para um publicitário que presta serviço para empresas do setor de supermercados a coisa fica bem complicada. Já estou vivendo em ritmo de natal. Isso quer dizer que as atividades no barco diminuem. Apesar disso finalmente consegui terminar a ferramenta alargadora do furo do cadaste. Eu projetei a ferramenta, que foi fabricada pelo Marcelo da Usiex Usinagem. Agora é terminar o furo, de aproximadamente 90cm de extensão por 50mm de diâmetro.

Click sobre a imagem do projeto para expandi-la





Veja o vídeo com a fresa em funcionamento



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domingo, 18 de setembro de 2011

Colando e resinando

Depois de montadas as cavernas da proa, as retirei para colagem e resinagem. Diferentemente da maioria das cavernas, monteia-as no local e como fiz com as demais, além de parafusadas colei-as com resina epóxi, tendo pó de lixadeira como carga. Este mês, até então, foi de baixa produtividade, vamos ver se até o seu final recupero o desempenho. O final do ano esta chegando e para quem trabalha no varejo, como eu, é uma época de muito trabalho, portanto vou ter que me organizar para a construção não entrar operação tartaruga. Ainda preciso dar mais duas demãos de resina nas peças. Depois de fixadas estarão prontas para o entabuamento, mas isso só acontecerá depois q eu fixar o cadaste (popa). Alias vou retomar o processo de furação do túnel do eixo, que atualmente esta em 25mm de diâmetro e precisa chegar  a 50mm. Já comprei o material para construir a ferramenta, que alargará o furo, que será feita esta semana.

 As peças curando após a resinagem. Usei o banner do Arraiá da Amizade dos
Supermercados Kurihara,  como proteção. Era um material que tinha o lixo
como endereço e dei-lhe uma destinação mais nobre.



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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Caverna 23

Como disse no post anterior, ontem comecei a construção da última caverna, a 23. Na verdade se contássemos da proa para a popa ela na verdade seria a numero 1, mas como no projeto ela esta identificada assim, que assim seja! O importante que quando elas e suas 3 amigas da proa estiverem concluídas começarei a entabuar o casco. Será um grande dia!



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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Montagem da Proa (4)

Ontem a noite conclui a instalação das travas das cavernas 20, 21 e 22. As peças (travas) foram feitas e ajustadas pelo sr. João. Ali cada caso era um caso. A trava uniu as duas partes de cada caverna, e posteriormente foram fixadas na roda de proa. Apesar de estarem instaladas, elas serão removidas para colagem e resinagem. Devido a complexidade da tarefa elas foram montadas e ajustadas na posição onde serão instaladas. Agora devidamente ajustadas, tornará a tarefa de finalização mais fácil.
Hoje comecei a construir a caverna 23 a última peça da proa.





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sábado, 13 de agosto de 2011

Montagem da Proa (3)

Neste sábado coloquei o suporte de reforço da caverna número 20. Os dois braços da caverna foram unidos no suporte. Para concluir está tarefa falta a colocação de um parafuso, que transpassará a haste da roda de proa, a quilha e suporte. Nesta fase do trabalho fixarei os suportes restantes, após isso retirarei as cavernas com seus respectivos suportes para colagem e resinagem, com resina epóxi.

Haja grampos pra manter tudo no lugar!




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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Proa: avançando na montagem

As hastes, do fundo, das cavernas 20, 21 e 22 já foram colocadas. Eu esperava que a tarefa seria bem complicada, mas foi menos do que eu imaginava. Estão no lugar e coincidindo com alinha da alefriz, que é o mais importante. As hastes foram fixadas no corpo das cavernas, mas ainda precisam ser fixadas na roda de proa, tarefa que pretendo iniciar neste sábado, mas antes vou construir a caverna 23. A seguir fotos e um vídeo.






terça-feira, 9 de agosto de 2011

Montagem da Proa (2)

Ontem a noite fixei as cavernas do costado (20,21 e 22), que já estavam pre montadas, desde o inicio de 2010. Foi uma tarefa relativamente fácil, pois as ripas fixadas (veja post anterior) na semana passada ajudaram no posicionamento. Como disse, coloquei as parte do costado, mas falta o fundo e esta será outra história. O vértice do ângulo terá que coincidir com a linha da alefriz, e isso dará um certo trabalho. A caverna 20 tem que ser fixada na quilha e na haste da roda de proa e as demais na roda de proa. Ajustes nas peças pre-cortadas serão necessários, além de adaptações nos suportes de fixação.






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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Montagem da Proa

Depois de fixar a roda de proa a quilha, agora a tarefa será fixar as cavernas 20, 21, 22 e 23. Tracei uma linha de popa a proa, em nível, para estabelecer o ponto inicial da forração. Esta linha que parte de zero na popa chega a 30cm na proa, por conta do desenhos das cavernas mais a vante. Estabelecidas e marcadas estas linhas, fixei duas tabuas, nas mesmas dimensões que serão usadas na forração, e estas servirão de gabarito para a instalação das cavernas.

domingo, 24 de julho de 2011

O raio laser e a marreta

Depois da fixação da roda de proa e cadaste serão instaladas as cavernas que ainda faltam, a vante e a ré. Mas antes achei uma boa medida verificar o alinhamento das 18 cavernas já fixadas na quilha. Esta tarefa seria muito complicada não fosse um brinquedinho que adquiri recentemente: um nível a laser. Com auxílio de um pedaço de compensado fixado em uma pequena base de madeira fui verificando todos os vértices. Pra minha alegria as variações foram poucas e concentradas em um determinado ponto, o que facilitou a correção. Pra essa tarefa usei um instrumento tecnológico de alguns milhares de anos: uma marreta. Umas poucas pancadas em duas bases do picadeiro solucionaram o "problema".

O nível a laser: um linha reta luminosa

O ponto de luz vermelha coincidindo com o risco de lápis no compensado indica que a caverna está alinhada.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Roda de Proa no lugar

Nesta semana finalmente a roda de proa foi fixada , definitivamente, na quilha. Foram instalados os reforços mecânicos, parafuso de 1/2 polegada em aço inox, tirados de uma barra rosqueada, também chamada de parafuso de metro. O sr. Valdemar deu um pitaco importante, deu a dica de como fazer o encaixe da porca interna. Aí chegou o senhor João executou a operação com a habilidade de sempre e o trabalho ficou perfeito. O Cidão (meu ajudante eventual) penou pra cortar os parafusos na policorte, mas conseguiu.
Agora vou colocar as quatro cavernas de vante que faltam.

No lugar

Detalhe dos reforços mecânicos.

Roda de proa unida a quilha

Encaixe da caverna 23

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Roda de Proa chanfrada

No sábado, 2 de julho, concluí a operação de chanfrar a roda de proa. Os ângulos possibilitam que as tabuas do forro casco se assentem perfeitamente na peça
Para a conclusão da roda de proa só falta instalação dos reforços mecânicos
(parafusos). Coloquei a roda de proa na quilha, presa por grampos para verificar se as linhas das cavernas estão coincidindo com os ângulos do chanfro da roda de proa. Serão instaladas na peça as 4 cavernas que faltam, depois disso já poderei começar a forrar o casco. Nesta semana estarei fixando também o cadaste na popa.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Roda de proa: A novela continua

O título do post anterior esta meio inapropriado. Na verdade conclui a montagem da roda de proa, mas faltam ainda duas etapas antes de fixa-la a quilha: Chanfrar, tarefa que já esta na metade, e instalar reforços mecânicos (parafusos).
O mês de junho foi todo dedicado a roda de proa, foi uma grande e desafiadora tarefa. Até que para um publicitário estou me saindo bem na construção naval.



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